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ECONOMIA 27/01/2012

Cepal: Brasil crescerá 2,9% neste ano e 3,5% em 2012

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2,9 por cento neste ano, e projeta alta de 3,5 por cento para 2012, informou a entidade em comunicado.

 

Para a América Latina, o organismo prevê um crescimento de 4,3 por cento neste ano e de 3,7 por cento em 2012.

 

Em 2010, a América Latina e o Caribe cresceram 5,9 por cento.

 

Segundo a Cepal, o ritmo menor da atividade no próximo ano decorrerá principalmente da deterioração do cenário externo na segunda metade deste ano, com o aumento das incertezas e da volatilidade.

 

A Cepal avalia que, além do contexto externo mais complexo, o crescimento da região neste ano também será afetado pelas medidas de restrição à demanda adotadas pelo Brasil, com o objetivo de evitar um superaquecimento da economia e debelar pressões inflacionárias.

 

Para o organismo, a inflação constitui um dos desafios à política macroeconômica dos países da região, com o aumento dos preços acelerando para em torno de 7 por cento neste ano, contra 6,6 por cento em 2010.

 

A valorização das moedas locais, a recuperação do espaço fiscal, a manutenção do crescimento e a ameaça de desaceleração causada pelo cenário internacional também estão entre os desafios que a região enfrenta.

 

"Existe uma probabilidade não menor de uma crise profunda da zona do euro, o que afetaria de forma significativa a economia mundial em seu conjunto e impactaria a nossa região sobretudo através do canal real (exportações, preços, investimento estrangeiro, remessas, e turismo) e o financeiro (maior volatilidade, possíveis saídas de capital e dificuldades de acesso ao crédito)", afirmou a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, ao apresentar o relatório.

 

Ainda assim, a comissão afirma que a região conta uma série de instrumentos que permitem amortecer os impactos da crise internacional, entre eles um elevado nível de reservas e a melhora nas contas públicas em alguns países, o que geraria espaço para políticas fiscais anticíclicas e um cenário melhor para a inflação, o que por sua vez permitiria estímulos via política monetária.

 

Segundo a Cepal, os países que mais crescerão neste ano são Panamá (10,5 por cento), Argentina (9,0 por cento), Equador (8,0 por cento), Peru (7,0 por cento) e Chile (6,3 por cento). Em 2012, Haiti (8,0 por cento), Panamá (6,5 por cento), Peru (5,0 por cento), Equador (5,0 por cento) e Argentina (4,8 por cento) serão os destaques.


Fonte: Estadão

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